Aparece-me ao anoitecer, leve, meiga,
Surpreendentemente viva, real.
Mas há quanto tempo afinal?!
Nem por sombras imaginava,
Que a sorrir ali pairava sensual,
Bela, pura...
(Poema inacabado)
(GM Lanterna Romântica 17-02-2012)
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
Cruzamento de emoções
A manhã parecia linda; céu azul, temperatura amena e um sol raiando sorrindo para mim. Isso mesmo, lembrei-me de pegar na minha bicicleta e sair por aí a pedalar, ainda que devagarinho, em forma de passeio. Mas que bom! Enquanto me cruzava com algumas pessoas que caminhavam; umas solitárias (físicamente), outras passeando seus cãezinhos, outras em grupinhos de três ou quatro, a brisa batia-me no rosto e lufadas de ideias frescas germinavam na minha cabeça. É bom, é mesmo muito bom pedalar pelos caminhos silenciosos e românticos - pensava eu -, e observar nos rostos que confrontava, emoções tão diferentes entre eles. Com algumas das pessoas trocava a saudação, com outras, o silêncio imperava, dominava o breve momento da troca de olhares. Bem, sabor agradável aquele que ficava ao ver que todos nós tínhamos pelo menos um objectivo em comum, sair das casas e saborear os odores e a frescura de uma manhã ainda que outonal, mas parecida com aqueles inícios de dias primaveris que rejuvenescem a alma e purificam o espírito de todos.
GM Lanterna Romântica 09-10-2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
O adeus
O Verão está a chegar ao fim,
O calor continua, radiante,
A brisa acaricia os rostos
E os desejos ficam frouxos.
Apesar dos velhos desejos,
Das diversas frases trocadas,
De algumas piadas irónicas,
A bela flor murcha, errónea.
Ah! No final do Outono
O Inverno regressará!
E ao terminar o Inverno
A Primavera desabrochará!
Aí, os rebentos crescerão
E novos ventos se levantarão.
Fogosa criatura
Que em ti, novamente,
Se erguerá a paixão.
(GM Lanterna Romântica 07-09-2011)
O calor continua, radiante,
A brisa acaricia os rostos
E os desejos ficam frouxos.
Apesar dos velhos desejos,
Das diversas frases trocadas,
De algumas piadas irónicas,
A bela flor murcha, errónea.
Ah! No final do Outono
O Inverno regressará!
E ao terminar o Inverno
A Primavera desabrochará!
Aí, os rebentos crescerão
E novos ventos se levantarão.
Fogosa criatura
Que em ti, novamente,
Se erguerá a paixão.
(GM Lanterna Romântica 07-09-2011)
sexta-feira, 24 de junho de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
O SILÊNCIO
O silêncio tanto abriga o sofrimento
como pode dar guarida ao prazer!...
(GM Lanterna Romântica 01-04-2011)
como pode dar guarida ao prazer!...
(GM Lanterna Romântica 01-04-2011)
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
PAZ E AMOR
Votos sinceros de festas felizes, a todos vocês.
Beijos e abraços
GM Lanterna Romântica 17/12/2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Despidas das despedidas
A vós,
mãe e natureza mãe.
A manhã veio, copiando o trajecto habitual.
De mansinho, pela geada deslizou
e do nevoeiro aveludado, sorridente,
deslumbrante, ela nos visitou.
(...) Começa mais um dia, na quinta Homem Paraíso. Flores, somente algumas em vasos, meticulosamente abrigadas debaixo do amplo e soalheiro alpendre. Animais, imensos e de espécies variadas, devidamente apaparicados. Alfaias, pastagens, poços com água potável...uma brisa agradável, aves pintando no ar, melodias vigorosamente entoadas, e belas e despidas árvores que adormeceram para o repouso merecido.
O seu passeio desenrolava-se pausadamente; ora subindo colinas, ora saltando regatos de água virgem, ou até escalando penhascos, ou mesmo infantilmente deslizando pelas carumas secas que cobriam em mantos aveludados o chão sombrio dos pinhais. Ei-lo que gozava em abundância, em qualidade, aquela vida campónia a que se propusera, (...). Vigorosamente, sumia-se ao longe, por entre os milhares de troncos de despidas árvores das despedidas...
(GM LANTERNA ROMÂNTICA 01-12-2010)
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
A Fonte da Paixão
As botas encharcadas, as meias ensopadas, todo o seu corpo tremia, até o sobrado rangia ao absorver as passadas lentas e desalinhadas do homem do chapéu velho.
Foi neste péssimo estado que o homem do chapéu velho regressou à sua velha e romântica casinha, onde a sua companheira o aguardava já com alguma ansiedade, pois, a noite já tombara há algumas horas e o vendaval teimava em continuar e agravar-se até.
- Oh meu querido, como tu vens!... - impressionada e feliz ao mesmo tempo, interpelou-o antes de ele entrar na cozinha, onde ela se aquecia à lareira, sentada numa banquinha, baixinha, ficando com as nádegas a não mais que mão travessa do chão frio, granítico e húmido.
- Ajuda-me a tirar esta roupa, quase não consigo mexer os dedos, estão gelados... - tiritando de frio, implorou-lhe seu marido entre soluços entrecortados com as sílabas, escassas e enroladas.
A mulher levantou-se e, dirigindo-se a ele, beijou-o loucamente e sussurou-lhe ao ouvido:
- Amo-te, homem, ai ai, adoro-te. Vem, eu dispo-te, ponho a roupa a enxugar à lareira e vou dar-te um banhinho de água tépida, far-te-á bem, vem, vem...
(GM Lanterna Romântica 08-10-2010)
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Junto à Lareira
Hoje, amanheceu um dia bem diferente do de ontem. O vento que soprava era fresco, fraco e avisando que a temperatura iria sofrer alterações. Assim aconteceu, a mesma, desceu abaixo dos 20º C. O sol mal se viu durante todo o dia. A chuva chegou fria, caindo alegremente sobre os telhados, entoando nobres melodias clássicas.
Parabéns, mãe natureza, tu que anuncias a chegada do Outono; a mutação das cores, a desnudez das árvores de folha caduca, as sinfonias dos ventos, o cheiro a uvas esmagadas, e, tão boas - quentes e boas! -, as castanhas assadas acompanhadas por uma (melhor) geropiga! Oh! Junto à lareira... Como diz o nosso famoso cantor e poeta José Cid.
(GM Lanterna Romântica 07-09-2010)
(GM Lanterna Romântica 07-09-2010)
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
Qual Quê, Aqui Estou
Durante aproximadamente um mês - até hoje -, estive sem te fazer uma única visita. Pensei, pensava com frequência em ti; se fui eu que te criei, como poderia eu esquecer-te?! Claro que te tenho sempre presente no meu pensamento, aninhado no meu coração e assim te irei acompanhando, alimentando, amparando no teu crescimento, lento mas firme.
Vou pedir-te que, também tu, jamais te sintas só, te julgues abandonado ou meramente esquecido. Continuarei aqui para te servir e, efusivamente, fazer de ti alguém forte, muito forte!...
(GM - Lanterna Romântica - 28-08-2010)
segunda-feira, 26 de julho de 2010
O Pulo do Lobo
A temperatura do ar rondava os 43º C, os ponteiros do relógio assinalavam, precisamente, 17 horas. Uma excelente tarde de verão para serpentear pelas estradas alentejanas; subindo, descendo e contornado aqueles montes ora dourados pelo restolho, ora compostos por azinheiras verdes (omissas na imagem), sobreviventes robustas e bem aparadas pela mãe natureza, naquele que é o paraíso natural duma simbiose própria de odores - da palha, da terra e do sol - mais reconfortantes deste país, Portugal.
Percorridos alguns quilómetros, sempre por asfalto bem alisado, ladeado por umas bermas não menos bem compostas, eis que chego à entrada da herdade do Pulo do Lobo. O portão encontra-se aberto. Avanço, agora em terra batida, deixando para trás uma nuvem de poeira que logo desaparece no ar.
Escassos minutos depois, aparece-me de frente aquela imagem antes desconhecida, inimaginável até. Uma verdadeira surpresa proporcionada pela mãe Natureza. Durante algum tempo fiz daquele local um verdadeiro templo, um oásis de contemplação...Sim, porque o que é belo deve ser assim tratado.
Obrigado, mãe Natureza!
(GM LANTERNA ROMÂNTICA 26-07-2010)
domingo, 18 de julho de 2010
Numa Noite de Luar, The Beatles para Recordar (ao vivo)
A noite estava linda!
A lua avançava, sempre altiva e límpida.
A multidão serpenteava, ria,
colaborava naquela euforia,
envolvia-se no desfrute
e encontrava o seu prazer.
Horas, minutos e pedaços de tempo
transportavam-me a mim também,
para além do tempo
antes do meu nascimento,
e após qualquer evento.
Encontrei-me bem à frente deles,
por entre tamanha magia,
desfrute e doce alegria,
em palco os "The Beatles",
é verdade, ouvi suas melodias.
E que belas,
que simpatias de vozes,
semelhantes até nos trajes.
The Beatles,
eu vi,
eu ouvi
eu cantei,
eu dancei,
eu me envolvi
e naqueles anos sessenta entrei.
Foi magnífico,
Adorei!
(GM LANTERNA ROMÂNTICA 18-07-2010)
A lua avançava, sempre altiva e límpida.
A multidão serpenteava, ria,
colaborava naquela euforia,
envolvia-se no desfrute
e encontrava o seu prazer.
Horas, minutos e pedaços de tempo
transportavam-me a mim também,
para além do tempo
antes do meu nascimento,
e após qualquer evento.
Encontrei-me bem à frente deles,
por entre tamanha magia,
desfrute e doce alegria,
em palco os "The Beatles",
é verdade, ouvi suas melodias.
E que belas,
que simpatias de vozes,
semelhantes até nos trajes.
The Beatles,
eu vi,
eu ouvi
eu cantei,
eu dancei,
eu me envolvi
e naqueles anos sessenta entrei.
Foi magnífico,
Adorei!
(GM LANTERNA ROMÂNTICA 18-07-2010)
sábado, 17 de julho de 2010
Maravilhas de uma Terra
Alentejo - Terra de valores, marcas recomendadas, doçura humana e tantas, tantas coisas boas!...
Muito de bom teria a escrever sobre ti, Alentejo, mas fica para uma outra vez, numa mensagem exclusivamente textual.
O Alentejo também é doce...
(GM LANTERNA ROMÂNTICA 17-07-2010)
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